Direito Bancário

Distrato Imobiliário

Advogados especialistas em distrato de imóveis na planta e financiados. Rescisão contratual, devolução de valores conforme a Lei do Distrato (13.786/2018), defesa contra retenções abusivas e negociação com construtoras.

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O distrato imobiliário ganhou marco regulatório próprio com a Lei 13.786/2018, que estabeleceu regras claras para a rescisão de contratos de compra e venda de imóveis. A lei diferencia o regime de patrimônio de afetação (retenção de até 50%) do regime comum (retenção de até 25%). Contudo, a jurisprudência consolidou que retenções superiores a 25% devem ser consideradas abusivas na maioria dos casos. Ademais, se o distrato decorre de atraso na entrega do imóvel ou vícios construtivos, o consumidor tem direito à devolução integral, sem qualquer retenção.

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A Lei do Distrato (13.786/2018) e seus limites

A Lei 13.786/2018 estabeleceu dois regimes de retenção: até 50% dos valores pagos para incorporações submetidas ao patrimônio de afetação (art. 67-A, par. 5o, Lei 4.591/64) e até 25% para as demais incorporações. A devolução deve ocorrer em até 30 dias após o habite-se (patrimônio de afetação) ou 180 dias (regime comum). A comissão de corretagem, se informada no contrato, não é restituível. O valor da fruição pode ser descontado se o comprador já tinha a posse.

Quando o distrato é por culpa da construtora

Se o distrato decorre de atraso na entrega superior a 180 dias, vícios construtivos graves, propaganda enganosa ou descumprimento do memorial descritivo, o consumidor tem direito à devolução integral dos valores pagos, sem qualquer retenção. A construtora também pode ser condenada ao pagamento de lucros cessantes, danos morais e multa contratual em favor do consumidor.

Cálculo do valor a ser devolvido no distrato

O cálculo da devolução parte do total efetivamente pago pelo comprador: sinal, parcelas intermediárias, reforços e valor de financiamento bancário quitado. Sobre esse total, aplica-se a retenção legal (25% ou 50%) se o distrato for por desistência do comprador. Devem ser descontados: IPTU pago pela construtora, valor de fruição proporcional e despesas comprovadas de comercialização.

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Distrato de imóvel financiado com alienação fiduciária

Quando o imóvel está financiado com alienação fiduciária (Lei 9.514/97), o distrato envolve não apenas a relação com a construtora, mas também com o banco financiador. O comprador deve quitar ou transferir o financiamento, e a construtora deve devolver os valores que recebeu diretamente. A complexidade aumenta porque o banco possui garantia real sobre o imóvel.

Prazo de tolerância de 180 dias para entrega do imóvel

A Lei 13.786/2018 consolidou o prazo de tolerância de 180 dias corridos para atraso na entrega do imóvel, contados da data prevista no contrato. Esse prazo deve estar expresso no contrato em cláusula destacada. Após os 180 dias, o comprador pode optar pela rescisão com devolução integral ou pela manutenção do contrato com direito a multa e lucros cessantes.

Quadro resumo obrigatório e direito de arrependimento

A Lei 13.786/2018 exige que o contrato contenha quadro resumo com informações essenciais: preço total, forma de pagamento, prazo de entrega, percentual de retenção, prazos de devolução e consequências do distrato. A ausência do quadro resumo permite a rescisão sem qualquer penalidade. Para imóveis vendidos em estande de vendas, o comprador tem 7 dias de arrependimento (art. 49, CDC).

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Cláusula penal abusiva no contrato com construtora

Contratos imobiliários frequentemente preveem cláusulas penais desproporcionais para o distrato: retenção de 30% a 50% sem justificativa, perda do sinal como penalidade, multas cumulativas e cobrança de taxa de fruição equivalente a aluguel comercial. O CDC (art. 51, IV) considera nulas cláusulas que estabeleçam obrigações excessivamente onerosas ao consumidor. O STJ tem reduzido sistematicamente retenções superiores a 25%.

Comissão de corretagem no distrato imobiliário

A comissão de corretagem paga pelo comprador no ato da aquisição é um dos pontos mais controversos do distrato. O STJ fixou em recurso repetitivo (Tema 938) que a cobrança de comissão é lícita, desde que informada claramente ao consumidor. Na devolução, a comissão não é restituível se o serviço de intermediação foi efetivamente prestado. Porém, se foi embutida no preço sem transparência, a devolução integral inclui a comissão.

Distrato parcial e cessão de direitos como alternativas

Antes de optar pelo distrato, o comprador pode considerar alternativas: a cessão de direitos (transferência do contrato para terceiro) pode evitar a perda dos valores retidos, embora dependa de autorização da construtora. A renegociação de condições (troca de unidade, adequação de parcelas, extensão de prazo) pode ser mais vantajosa quando o comprador deseja manter o investimento.

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Jurisprudência consolidada sobre distrato imobiliário

O STJ consolidou importantes entendimentos: retenção superior a 25% é abusiva na maioria dos casos (REsp 1.723.519/SP); a correção monetária da devolução incide desde cada pagamento (Súmula 543); o atraso na entrega gera direito a lucros cessantes presumidos (Tema 970); a cláusula penal deve ser equitativa entre as partes (art. 413, CC); e o distrato por culpa da construtora enseja devolução integral sem qualquer retenção.

Por Que Nos Escolher

  • Análise do contrato para identificar o regime de retenção aplicável
  • Cálculo preciso do valor a ser devolvido com simulação de cenários
  • Negociação extrajudicial com a construtora para maximizar a devolução
  • Ação judicial com pedido de devolução imediata quando necessário
  • Defesa contra retenções superiores a 25% do valor pago
  • Recuperação de comissão de corretagem cobrada sem transparência

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Como Funciona

  1. Análise do contrato, quadro resumo e comprovantes de pagamento

  2. Cálculo do valor de devolução conforme Lei 13.786/2018

  3. Notificação extrajudicial à construtora com prazo para devolução

  4. Negociação direta ou ajuizamento de ação de rescisão contratual

  5. Pedido de tutela para garantir devolução no prazo legal

  6. Recebimento dos valores com correção monetária desde cada pagamento

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Termos Jurídicos Importantes

Distrato Imobiliário
Rescisão do contrato de compra e venda de imóvel por iniciativa do comprador ou por culpa da construtora.
Patrimônio de Afetação
Regime em que o empreendimento tem patrimônio separado dos demais bens da construtora, previsto na Lei 10.931/2004.
Quadro Resumo
Documento obrigatório no contrato imobiliário com informações essenciais sobre preço, prazo, retenção e condições de distrato.
Taxa de Fruição
Valor equivalente a aluguel cobrado do comprador pelo período em que teve a posse do imóvel antes do distrato.
Comissão de Corretagem
Remuneração do corretor pela intermediação da venda, que pode ou não ser restituível no distrato.
Habite-se
Documento emitido pela prefeitura que atesta que a construção está em conformidade com as normas e pode ser habitada.
Prazo de Tolerância
Período de 180 dias corridos além da data contratual para entrega do imóvel, previsto na Lei 13.786/2018.
Incorporação Imobiliária
Atividade de construção e venda de unidades autônomas em empreendimento condominial, regulada pela Lei 4.591/64.
Cessão de Direitos
Transferência dos direitos e obrigações do comprador original para um terceiro, como alternativa ao distrato.

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Dúvidas sobre Distrato Imobiliário

Perguntas frequentes sobre advogado para distrato imobiliário.

É uma ação judicial que permite ao consumidor questionar cláusulas abusivas em contratos firmados com bancos e financeiras. A ação busca o recálculo do saldo devedor, excluindo cobranças ilegais como juros compostos não pactuados, tarifas indevidas, seguros não contratados e comissão de permanência cumulada com outros encargos moratórios. O fundamento legal está nos artigos 6o, V e 51 do Código de Defesa do Consumidor.

Podem ser revisadas: taxa de juros remuneratórios acima da média de mercado, capitalização de juros não pactuada expressamente, cobrança de tarifas vedadas pelo BACEN (como TAC e TEC), seguros e produtos vinculados não solicitados, comissão de permanência cumulada com correção monetária ou multa, cláusula de alienação fiduciária com vencimento antecipado abusivo e qualquer encargo que coloque o consumidor em desvantagem exagerada.

Não. A ação revisional pode ser proposta tanto pelo devedor inadimplente quanto pelo adimplente. O consumidor que está em dia com as parcelas pode questionar cláusulas abusivas e pedir a devolução dos valores pagos a mais. Já o inadimplente pode buscar o recálculo para reduzir o saldo devedor e retomar os pagamentos em valores justos.

Sim, quando o juiz concede a tutela antecipada. Ao depositar judicialmente o valor incontroverso das parcelas recalculadas, o consumidor demonstra boa-fé e o juiz pode determinar a manutenção da posse do bem. É fundamental agir rapidamente, pois após a notificação de busca e apreensão o prazo para defesa é de apenas 5 dias (art. 3o do Decreto-Lei 911/69).

A revisional busca o recálculo do contrato e a devolução de valores. A consignação em pagamento é usada quando o credor se recusa a receber o pagamento ou quando há dúvida sobre quem é o credor legítimo. Em muitos casos, as duas ações são combinadas: o consumidor pede a revisão do contrato e consigna judicialmente as parcelas recalculadas.

A simples propositura da ação não suspende a exigibilidade da dívida. Para impedir cobranças e negativação, é necessário obter tutela antecipada, o que geralmente exige o depósito judicial do valor incontroverso. Com a tutela deferida, o banco fica impedido de cobrar a diferença, inscrever o nome em cadastros restritivos ou iniciar execução.

O processo completo leva em média 12 a 24 meses, mas a tutela antecipada pode ser concedida em dias ou semanas. Muitos bancos propõem acordo após o ajuizamento, o que pode encerrar o processo em 3 a 6 meses. Em juizados especiais (causas até 40 salários mínimos), o trâmite costuma ser mais rápido.

Sim. O prazo prescricional é de 10 anos contados da data de cada pagamento indevido, conforme entendimento do STJ. Se você quitou um financiamento nos últimos 10 anos e havia cláusulas abusivas, pode entrar com ação para reaver os valores pagos a mais, com correção monetária e juros de mora.

Sim. Contratos de leasing (arrendamento mercantil) podem ser revisados, especialmente quanto à cobrança do VRG (Valor Residual Garantido) antecipado, que descaracteriza o leasing e o transforma em compra e venda financiada. Nesse caso, aplica-se o CDC integralmente e todas as cláusulas abusivas podem ser questionadas.

Os honorários variam conforme a complexidade do caso. Muitos escritórios trabalham com honorários condicionados ao êxito (o cliente só paga se obtiver resultado). As custas processuais são proporcionais ao valor da causa e quem comprova hipossuficiência pode requerer justiça gratuita. Na consulta, informamos todos os custos antes de qualquer compromisso.

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Postergar a busca por assessoria jurídica pode resultar em perda de prazos e direitos. Converse com profissionais que atuam diariamente em defesa do consumidor bancário.

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